Marquesi in USA
     
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Feliz Aniversário!

Quando a gente é criança, certas datas especiais são muito melhores comemoradas do que quando se vira gente grande.

Por exemplo: aniversário. Você acorda com os parabéns dos pais, tem toda aquela excitação para saber se vão te dar o presente de manhã ou se vão esperar até à noite. Daí vem a hora de ir pra escola.

Será que algum engraçadinho vai tentar te dar uma ovada? Eu nunca levei uma, graças a Deus, mas vendo de fora, não parecia muito agradável, não. Superado o medo da ovada, vem a ansiedade. Será que alguém vai lembrar? Será que vão cantar parabéns? E claro que eles sempre cantavam. Alguém sempre lembrava.

Chegando em casa, tem a festa. Enrolar brigadeiro, arrumar a casa, comprar refrigerante para todos. Esperar os presentes. Abrir, agradecer, guardar os pacotes embaixo da cama. E brincar. Muito. Hoje você é o centro das atenções.

Aí você cresce. Começa a trabalhar. Muda de emprego. As pessoas vão passando pela sua vida e não há mais muito espaço para comemorar seu aniversário. Você se muda para longe da família. Parabéns, agora, pelo telefone. E-mail, mensagens em fóruns. A comemoração se transforma na congregação de alguns poucos amigos que estão disponíveis naquele dia.

E há outras ocasiões que mereciam ser melhor celebradas também. Aniversário de casamento, por exemplo. É uma data que deveria ser feriado. Casou? Maravilha! Esse dia agora é feriado para você e seu cônjuge (eita palavrinha esquisita).

Eu assumo: sou uma pessoa ultra-conservadora no que diz respeito a algumas tradições. Especialmente aquelas que envolvem festas. É pra celebrar? Tô dentro. Tem que fazer festa, planejar, cuidar dos detalhes, curtir até o último instante.

Eu planejei meu casamento por 8 meses. Igreja, festa, lembrancinha, fotógrafo, docinhos, bolo, música, vestido, flores, convite. Eu curti tanto a minha festa que quando acabou eu reclamei pro namorido que tinha passado muito rápido. Detalhe – depois de 6 horas de festa, eu ainda queria mais.

Hoje, exatos 3 anos depois, estou aqui, sentada na frente do computador, trabalhando. Se eu levasse a vida que eu levava quando criança (ou se hoje fosse feriado), esse dia teria começado diferente. Eu teria acordado, e ao invés de sair correndo para o trabalho, eu poderia ter tomado um café da manhã bem calmo com meu marido. Não às 7 da manhã, mas às 10.

Eu estaria almoçando num lugar bem romântico. Ou talvez eu estivesse agora dentro do carro, indo para alguma cidadezinha no interior, passar o dia curtindo. Algo como escapar de Sampa às 10 da manhã numa terça-feira e ir passar o dia em Campos do Jordão.

Ah, eu também devia ter o direito de usar meu vestido de noiva outra vez. Todo aniversário de casamento devia ser uma festa. Eu de vestidão branco, o namorido de terno. Os amigos em volta. E nós íamos brindar a mais um ano juntos. E dançaríamos muito e daríamos muita risada. E sempre haveria um recém-chegado à turma que perguntaria: “Como foi que vocês se conheceram?”

Tudo bem, eu nem posso reclamar. Eu liguei pra ele de 5 em 5 minutos e vamos jantar fora (coisa rara agora que vivemos nos EUA). Passamos o final de semana grudados, fazendo só o que desse na telha. Podia ser pior. Ano passado, eu estava aqui nos EUA, a milhas e milhas distante do meu amor. E ele no Brasil.


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Esse texto é uma homenagem ao homem que tem a paciência de me aguentar todos os dias, que conquistou meu coração e me fez querer ser uma pessoa melhor. Eu te amo!



Escrito por Raquel às 14h54
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A Divine Weekend

Decidimos aproveitar os últimos raios de sol que ainda esquentam alguma coisa e nos mandamos para o norte do estado, antes que as terras comecem a congelar.

Partimos eu, Marcel, Yoda, Eliza, James, Chunky, Patrick, Jennifer e Anne para a cabana Polecat, onde fomos mais do que bem recebidos por Saragay, Tom e Izzi, uma cadela que adora pescar pedras no lago.

Uma cabana centenária, cheia de história pendurada nas paredes. As janelas dos quartos não têm vidros. Só tela e lona. Você dorme ouvindo o barulho da floresta, acorda com os passarinhos. O frio te obriga a dormir com todos os cobertores possíveis da casa. Cinco, pelo menos. O cenário em volta te lembra um filme de terror. Floresta em volta, lago deserto, um pier que avança para o lago. Parece que a qualquer momento Jason vai sair de dentro do lago e começar a atacar. Mas não ali. Não naquele lago. Ali só existe uma sensação muito boa de estar fora do mundo.

Sol, banho no lago. Água gelada - padrão cachoeira, fogueira à noite, marshmallow tostados. Bom vinho, bom papo, boa companhia. Ingredientes essenciais para A Divine Weekend.

 



Escrito por Raquel às 15h58
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